Ouvir Mercedes Sosa é sempre dar um presente à alma, é brindar à sensibilidade, é deixar-se inundar o coração até o limite pelos mais nobres sentimentos, ouvir Mercedes Sosa é atingir o nirvana assim que sua voz soa e passa a nos (en) cantar direto ao coração.
Ficaria aqui escrevendo sem parar sobre sua voz, sobre seu carisma, sobre seus mil encantos que transcendem de forma absoluta a qualquer modismo que possa ter existido paralelo à carreira da maior das CANTANTES que a Argentina já teve. Sim, absoluta, nem Piazzola significou tanto, talvez Gardel, mas não importa agora, nada importa agora que possa ser maior que a dor de sua perda, que a dor de saber que não teremos mais Mercedes Sosa entre nós, que não mais a poderemos ouvir sem que seja por meio das mídias, que ela não se faz mais presente, não da forma que gostávamos de vê-la.
A dor é lancinante, só quem a ama, quem a conhece, e quem vive os mais sublimes dos sentimentos em sua plenitude pode saber o quanto nosso coração sangra, nossa alma se entristece, e nossa aura se apaga. Diminuíram a intensidade das luzes nos palcos, e a vida a partir de hoje já não tem mais o brilho e o encantamento de quando Mercedes Sosa estava ali em algum lugar do porto de Santa Maria de Buen Aire, ou do resto do mundo nos fazendo enxergar quão bela e encantadora pode ser a vida que alguns insistem em fazer feia e suja. VÁYA CON DIOS MERCEDES…
Cara! que bonito isso!
Uma homenagem tão digna quanto a homenageada.
Comentário por tiagofranz — outubro 5, 2009 @ 8:20 pm |