Exaltação do encadeamento de argumentos

janeiro 17, 2011

A PERGUNTA CERTA

Filed under: Uncategorized — 08032009vicente @ 2:40 am

Tenho visto e ouvido ao longo dos dias, muitas reportagens acerca da tragédia que se abateu e diluiu como se fossem torrões de açúcar, e talvez até pudessem assim ser, tão grande era sua doçura e encantamento, as cidades nos vales da serra do mar no Rio de Janeiro.

Poderia ir aos números, às fotos, aos dados, às tragédias particulares de centenas de milhares de vítimas do clima, do relevo acidentado, da ocupação indevida, enfim, vários ângulos poderiam aqui ser precisados, apontados como sendo agentes diretos de tudo isso que temos visto, a abalar nosso início de ano, mais um que se inicia sob o choque inerente ao nosso despreparo.

É disto que falo: Do despreparo. Duas frases me chamaram atenção na mídia durante as mais diversas coberturas jornalísticas das quais me referi logo acima. Numa delas, Fernando Mitre da Band comparava as nossas, com as tragédias de outros países. Aqui, segundo o jornalista, não temos terremotos, furacões (pelo menos não como os que atingem os países da América Central) tsunamis como na Oceania, vulcões, enfim. Mesmo assim não sabemos ainda, lidar com nossa tragédia mais recorrente.

Outra das perguntas que me deixaram com um nó na garganta e com lágrimas nos olhos diante da cobertura jornalística da catástrofe na região serrana do Rio, foi feita por Paulo Henrique Amorin da rede Record, a uma professora, pesquisadora da serra, de seu clima e relevo, há pelo menos trinta anos. No meio da conversa que tinha como pano de fundo o cenário catastrófico, a objetividade do jornalista: “Quantas vidas seus estudos sobre esse lugar, ajudou a salvar professora?

A resposta da professora/pesquisadora: “Essa resposta ainda esta engavetada, junto com minhas pesquisas e projetos… . Ou seja, estamos ainda aquém da otimização de estudos que possivelmente nos tirariam, ou ao menos nos afastariam do lamaçal pra aonde nossa mais iminente tragédia nos empurra ano após ano.

janeiro 14, 2011

SINTOMAS DO EMPOBRECIMENTO

Filed under: Uncategorized — 08032009vicente @ 4:05 am

Me soa um tanto quanto estranho o fato de muita gente ao meu redor se dizer com urticária ao ouvir falar de certos gêneros musicais que andam embalando corações e colorindo baladas aqui e ali. Não são poucos os que se dizem avessos às modas (não as de viola) no entanto tudo o quê se tem ouvido são elas, as bandas playbeckianas dos domingões na TV.

Rihanna esta em pé de igualdade com ÉLVIS após deixar 5 singles no topo das paradas, apenas 3% dos discos vendidos em 2010 na Inglaterra, foram de Rock n´ Roll, Nos EUA, a Ke$ha e o Eminem lideram a lista dos 10 mais vendidos na terra do LYNYRD SKYNYRD.

Por aqui, o Paulo Miklos (Titãs) virou “O Invasor” e foi pra novela das 7, lá, o Steve Tyler (Aerosmith) é agora um dos seletos jurados da fábrica de enlatados American Idol. Aqui na cidade mesmo, quando Marky Ramone veio pela primeira vez, poucos roqueiros o viram por que não acreditavam que um RAMONE pudesse de fato estar entre nós. 18 de fevereiro de 2011, seria a data do show dos escoceses da clássica NAZARETH aqui em Chapecó, data inclusive confirmada no site oficial da banda: http://www.nazarethdirect.co.uk/nazareth/?q=node/1319 mas até segunda ordem, eles não vem mais.

Alguém diria… -há mas!! Estas escrevendo sobre NAZARETH, MARKY RAMONE… De decadentes. Não, AMY WINEHOUSE ainda esta entre nós, e o quê a crítica e os entendidos de fato querem? Que ela beba, que vá ao chão, pra que possam escrever no dia seguinte: -viu? Eu não disse? Por falar em gringos… Alguém aqui, lembra dos shows do PAUL? Decadentes… Sei!!

Ainda sobre modinhas e urticárias… Apesar de as rádios terem acesso quase que irrestrito aos mais variados nipes sonoros, acabam sempre por tocar “mais do mesmo”, não o mais do mesmo da LEGIÃO URBANA, claro que não, e seus DJ´s não passam hoje de meros apertadores de botões, e… Se eu não saio a tempo…

Finalmente, a impressão que tenho, é a de aqueles que estão chegando agora, ao descobrirem a essência negra do BLUES, trataram logo de tentar colorir os brancos campos de algodão do Delta do MISSISSIPI e a tez escura dos inventores daquilo que hoje tenta ser o rock que nasceu dos azuis (BLUES) embora os lamentos permaneçam, visivelmente empobrecidos é bom que se diga.

janeiro 12, 2011

Um ano sem ZILDA ARNS

Filed under: Uncategorized — 08032009vicente @ 11:24 am

Já passaram por este espaço alguns dos donos das mais nobres almas, personagens de através de seus corações e mentes, conseguiram alçar os mais altos vôos, indo ao encontro daquilo que nós, simples mortais, mesquinhos e pequenos, talvez nunca nos aproximemos.

Sua candura ao sorrir, seu constante brilho no olhar e a convicção de estar no caminho certo, embora muitas das vezes em condições questionáveis para quem, como nós, costuma desistir logo ao primeiro obstáculo, fazia de Zilda Arns e certamente ainda faz naqueles que a tinham como a nortear suas vidas, a mais evoluída das almas entre nós.

Só uma coisa se aproxima da dor da perda de quem como a cuidar de um jardim, zelava por nossas crianças, é o fato de, passado algum tempo, Não se ouvir falar nem de Zilda Arns nem tão pouco de seu legado. Talvez este seja um dos endereços onde mora nossa pequenez.

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